Sono e Vigília
Sunday, February 21, 2010
Thursday, February 18, 2010
Depois da curva
"Engole o choro", é a frase que se tornou imperativa na minha vida ultimamente. Os problemas estão ao alcance das minhas mãos, mas ainda assim eu não consigo agarrá-los; e eles não dão sinal de que vão desaparecer num impulso próprio. Esse sentimento de impotência tem me levado a um estado de constante hesitação, isto é, espero inutilmente que as coisas se resolvam sozinhas. Nesse sentido, doses homeopáticas de tempo podem ser o remédio que cura os nossos males ou simplesmente uma medicina que não trata a doença de maneira adequada e acaba nos deixando com um mal incurável.
Qual desfecho tenho diante de mim?
Eu não sei o que devo fazer e vou vivendo essa fase de amadurecimento que mais parece uma aprendizagem de como aceitar o gosto amargo de um placebo. Não sei se estou perdendo minha inocência ou apenas me tornando uma pessoa mais passiva. Explico melhor: tenho que aceitar que as coisas e pessoas são assim e que não há nada que eu possa fazer, ou devo reagir, ainda que eu saiba que todas as minhas ações têm resultado em sofrimento e decepção?
Arrogância e auto-absorção parecem ser o mal do século, mas eu não quero reagir a isso com indiferença. O que me resta é escrever este texto e usar uma péssima metáfora para explicar minha situação: vejo um belo horizonte à minha frente, traço exatamente o caminho que escolhi e tenho aprendido cada vez mais a não pisar em falso. Mas, por muitas vezes, eu me deixo cair, pois não consigo evitar observar as rotas corrosivas que algumas pessoas à minha volta têm escolhido. Eu perco foco e não sei mais se vale a pena parar meu trajeto para socorrê-las, não depois de tantas tentativas frustradas. Será isso o reconhecimento dos meus limites ou uma indiferença nascida do cansaço?
Apenas continuo caminhando.
Qual desfecho tenho diante de mim?
Eu não sei o que devo fazer e vou vivendo essa fase de amadurecimento que mais parece uma aprendizagem de como aceitar o gosto amargo de um placebo. Não sei se estou perdendo minha inocência ou apenas me tornando uma pessoa mais passiva. Explico melhor: tenho que aceitar que as coisas e pessoas são assim e que não há nada que eu possa fazer, ou devo reagir, ainda que eu saiba que todas as minhas ações têm resultado em sofrimento e decepção?
Arrogância e auto-absorção parecem ser o mal do século, mas eu não quero reagir a isso com indiferença. O que me resta é escrever este texto e usar uma péssima metáfora para explicar minha situação: vejo um belo horizonte à minha frente, traço exatamente o caminho que escolhi e tenho aprendido cada vez mais a não pisar em falso. Mas, por muitas vezes, eu me deixo cair, pois não consigo evitar observar as rotas corrosivas que algumas pessoas à minha volta têm escolhido. Eu perco foco e não sei mais se vale a pena parar meu trajeto para socorrê-las, não depois de tantas tentativas frustradas. Será isso o reconhecimento dos meus limites ou uma indiferença nascida do cansaço?
Apenas continuo caminhando.
