Alea jacta est
O seguro morreu de velho. Isso é o que dizem, mas vou logo dizendo que não é verdade. Em primeiro lugar, porque o seguro devia ser uma pessoa que sofria de estresse, ansiedade e nervosismo, o que com certeza lhe retirou muitos anos de vida. Ele nunca morreria de velho. Em segundo lugar, mesmo que tenha morrido de velho, devia ser um velho chato. Tudo bem, eu sei que esse último argumento não retira o fundamento do ditado popular. No entanto, deve constar. Continuando, esse mar de possibilidades que é a vida, esse jogo de sorte e azar, não permite que todos os seguros morram de velhos. Pelo contrário, há muitos preocupados por aí que não têm uma vida longeva. O que me leva à pergunta: qual a vantagem de ser seguro? Qual o valor da dedicação, da tentativa de previsão e do desejo num mundo em que as probabilidades trabalham com a sorte? Esta é uma variável louca que age igualmente em relação a todos, mas nem por isso é justa. O seguro que morreu de velho é uma exceção à regra que, driblando a sorte, perdeu uma experiência inerente à vida. Pensando melhor, talvez tenha sido sorte dele. Ou azar.
