Friday, April 22, 2005

Há dias

Em que eu fico assim. Quieta. Passam os minutos, passa o tempo, gira o mundo. Há dias em que bate essa saudade, essa estática. Deve ser o mundo que parece grande demais. Gira forte, persistente e não cede nunca. Não consigo dar um passo. Como eu conseguiria diante dessas forças tão grandes e tão maiores que eu? Talvez meu papel esteja ficando difícil demais de representar. Não quero mais ser forte. Não consigo dar um passo. Quero engatinhar. Deixa-me mostra minha natureza frágil, meu sorriso submisso e minha postura mediana. Não quero ser mais do que sou. Não nesses dias. Há dias, esses dias, em que eu quero colo, quero um abraço e não quero mais lutar. Deixa pra salvar as baleias amanhã, hoje eu quero simplesmente ser e estar. Eu peço que venha o vento, juro que me deixarei levar. Se este texto está muito confuso, desculpe, pela clareza não vou me esforçar. Vou me deitar junto à terra para poder germinar. Que as palavras venham até a mim, eu é que não vou buscar. E se o texto está rimando como uma poesia, é a inércia que vem me atrapalhar. E ainda, se você está chamando isso de preguiça, minha essência medíocre me impele a discordar. Mas hoje não, não nesses dias. Não quero nem argumentar.

1 Comments:

At 4:09 PM, April 27, 2005, Anonymous Anonymous said...

Bom o texto. Eu entendo essa sensação. É ótimo quando alguém por perto saca e ajuda... mas se estiver em um ambiente estranho, é terrível. Eu me sinto sufocada.

 

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